
Nas empresas
Com líderes e times
Ler o outro e o grupo, construir confiança, colaborar entre áreas e sustentar conversas difíceis.
Nomear o que se sente sob pressão para que as emoções informem as decisões em vez de governá-las.
Natália Longhi · Consultoria boutique e clínica
Para pessoas, líderes e organizações atravessando mudanças, relações e escolhas que pedem novas formas de pensar e agir.
Atuo na intersecção entre psicanálise, relações humanas e organizações, tornando visível aquilo que ainda não conseguiu ser nomeado.
Clientes
O que eu faço
Crio um ambiente facilitador para o fortalecimento das relações.
Muitas vezes as pessoas chegam fragmentadas. Atravessaram mudanças, pressões e perdas que as foram despedaçando, e seguem funcionando com partes de si que não conversam entre si.
Meu trabalho é ajudar a juntar essas partes, para que haja menos sofrimento e mais movimento. É daí que vem o nome da minha metodologia, Integrare: integrar.
E o caminho é sempre o mesmo, em qualquer contexto:
Organizações
Leitura do sistema, desenvolvimento de times e de lideranças, para CHROs, diretorias e lideranças seniores.
Clínica
Psicanálise para adultos, online ou presencial em Vinhedo.
Temas que trabalho com organizações
Posso me expor. Eu importo.
Condições para que as pessoas falem, discordem, errem e contribuam, e percebam que sua presença faz diferença.
Coragem com consideração.
Perceber, preparar, iniciar, escutar, sustentar e construir as conversas que um time vem evitando.
Quando não existe uma resposta simples.
Líderes capazes de sustentar escuta e decisão, cuidado e responsabilização, relações e resultados.
Nomear para poder escolher.
Reconhecer, nomear e compreender emoções no trabalho, para que elas informem as decisões em vez de governá-las.
Ler o outro, ler o grupo.
Perceber o que acontece entre as pessoas, cuidar dos vínculos e transformar diferenças em colaboração.
Resultados
Mudou como nos percebemos e como podemos influenciar positivamente o outro em prol do negócio.
O programa incentivou o time a refletir sobre o impacto que geramos como líderes, não apenas nos resultados, mas também nas pessoas.
Metodologia Integrare

Sobre
Minha primeira formação foi Engenharia Química pela UNICAMP. Passei anos dentro de organizações aprendendo a olhar sistemas, processos, indicadores e causas.
A psicanálise acrescentou outra pergunta ao meu trabalho: o que não estamos conseguindo enxergar?
Hoje, essas duas lentes orientam minha atuação com pessoas, lideranças e organizações.
“Na química, o catalisador não força a reação. Ele cria as condições para que ela aconteça.”
Contato
Organizações · Consultoria boutique em liderança, relações e transições
Quando existem sinais de que algo precisa mudar, minha primeira pergunta não é “Qual treinamento devemos fazer?”.
É “O que está acontecendo aqui?”

Temas
Cinco territórios que se conectam. Um projeto costuma começar por um deles e atravessar os outros.
Posso me expor. Eu importo.
Condições para que as pessoas falem, discordem, errem e contribuam, e percebam que sua presença faz diferença.
Coragem com consideração.
Perceber, preparar, iniciar, escutar, sustentar e construir as conversas que um time vem evitando.
Quando não existe uma resposta simples.
Líderes capazes de sustentar escuta e decisão, cuidado e responsabilização, relações e resultados.
Nomear para poder escolher.
Reconhecer, nomear e compreender emoções no trabalho, para que elas informem as decisões em vez de governá-las.
Ler o outro, ler o grupo.
Perceber o que acontece entre as pessoas, cuidar dos vínculos e transformar diferenças em colaboração.
Tese
Organizações vivem mudanças de estratégia, estrutura, liderança, tecnologia, cultura, processos e mercado. A mudança objetiva, porém, não garante a transição humana.
William Bridges distinguia as duas: a mudança é situacional, a transição é psicológica. É nos períodos de transição que ambiguidade, ansiedade, resistência, conflitos, perda de confiança, silêncio e dificuldade de decisão aparecem.
Meu trabalho está especialmente interessado nesse entre. Não substituo consultorias de gestão da mudança. Olho para a experiência humana e relacional da transição.
Nem tudo que é ambíguo pode ser resolvido com mais informação. Liderar em contextos complexos exige sustentar perspectivas, necessidades e tensões diferentes sem recorrer de imediato a respostas simplificadoras.
Transição · William Bridges
A mudança acontece numa data. A transição acontece nas pessoas, no seu próprio tempo. Bridges descreveu três fases que se sobrepõem, e cada pessoa e cada time pode estar em uma delas enquanto o projeto já avançou.
O que está sendo deixado para trás. Perdas, identidades e formas de trabalhar que precisam ser reconhecidas antes de serem soltas.
O entre. O velho já não serve e o novo ainda não está claro. Ambiguidade, ansiedade e também criatividade.
Novas conversas, papéis e compromissos começam a ganhar existência e sentido.
É nesse entre que meu trabalho está especialmente interessado.
Soluções
01 · Diagnóstico
Quando existem sinais, mas ainda não existe clareza suficiente para escolher uma intervenção.
Pode combinar
Entregável
Mapa da Área. Uma leitura integrada que diferencia percepções isoladas de padrões do sistema e ajuda a identificar forças, tensões e alavancas.
02 · Equipes
Para equipes que precisam transformar sua maneira de trabalhar juntas.
Temas possíveis
Experiências autorais
Time no Divã · Vida de Equipe · Jornadas customizadas
03 · Lideranças
Liderar quando não existe uma resposta simples.
Líderes capazes de sustentar
Experiências possíveis
Líder no Divã · Conversas corajosas · Jornadas customizadas
Como trabalho
A Metodologia Integrare combina engenharia, psicanálise e experiência em um processo com hierarquia de evidências, do dado à recomendação.

Como começamos
Normalmente o primeiro contato chega por WhatsApp ou e-mail. Marcamos uma conversa para entender o contexto, os sinais e o que já foi tentado.
Organizo o que ouvi em perguntas e hipóteses. Às vezes a pergunta certa muda o desenho do trabalho.
Desenho a intervenção com escopo, etapas e entregas. Pode começar pelo indivíduo, pelo time ou pela organização.
Metodologia Integrare
Uma forma própria de trabalhar, construída ao longo de uma trajetória que começou na indústria e passou pela clínica.
Por que Integrare
O nome vem da integral, o conceito do cálculo que soma todas as partes para chegar ao todo.
Minha primeira empresa se chamava Integrare Engenharia do Desenvolvimento Humano. Ela nunca deixou de existir: foi amadurecendo ao longo dos anos, com a indústria, a clínica e cada projeto, e hoje é a minha metodologia própria. Integrar engenharia, psicanálise e experiência é somar as partes para enxergar o todo das pessoas, dos times e das organizações.
Três lentes
Engenharia
O que os dados, os processos e a estrutura estão dizendo?
Da engenharia química e dos sistemas de gestão vem o rigor: investigar causas, triangular fontes, diferenciar sintoma de padrão, fazer análise crítica.
Psicanálise
O que está acontecendo abaixo da superfície?
Da clínica vem a escuta do que não é dito: emoções, vínculos, defesas e repetições que organizam escolhas, relações e resultados.
Experiência
Como tornar o invisível conversável?
Das metodologias experienciais vêm as mãos, a metáfora, a narrativa e a escrita: formas de pensar juntos o que ainda não tem palavras.
O processo
1 · Clareza
O que está acontecendo?
Escuta de liderança, entrevistas, workshops diagnósticos, dados existentes, assessments e observação.
2 · Decisão
Onde precisamos agir?
Triangulação das fontes, padrões, hipóteses, forças, tensões e alavancas. Devolutiva à liderança.
3 · Movimento
O que precisa acontecer diferente?
Jornadas, conversas, intervenções, experimentação e acompanhamento. Profundidade exige continuidade.
Hierarquia de evidências
Toda leitura que entrego diferencia o que foi medido, o que foi dito, o que foi observado e o que é interpretação. Nenhuma fala e nenhum número são inventados, e toda recomendação pode ser rastreada até sua evidência.
O que foi medido: pesquisas, indicadores, assessments.
O que as pessoas disseram, nas palavras delas.
O que vimos acontecer nos encontros.
O que se repete entre fontes diferentes.
Uma leitura possível do que sustenta o padrão.
Onde agir, e por quê.
Modelo
Podemos começar pelo indivíduo, pelo time ou pela organização. O importante é compreender as relações entre eles.
Conceito
Prontidão não significa estar preparado para tudo.
Significa desenvolver recursos para permanecer capaz de pensar, escolher, conversar e agir diante da complexidade.
Participação genuína
Mattering produz desejo de participar. Segurança psicológica cria condições para participar. A liderança ajuda a transformar voz em contribuição.
Não se trata de construir uma “empresa feliz”. Trata-se de criar condições para que as pessoas pensem, discordem e decidam juntas.

Abaixo da superfície · Manfred Kets de Vries
Kets de Vries, professor do INSEAD e psicanalista, propôs um olhar clínico sobre líderes e organizações. Ele parte de quatro premissas:
Todo comportamento pode ser compreendido.
Inclusive nas reuniões, nas decisões e nos conflitos.
Ela diz muito sobre quem somos e como lideramos.
Acontece dentro de nós e entre nós.
Referência: Manfred F. R. Kets de Vries, The Leader on the Couch, Jossey-Bass.
A arquitetura das jornadas
As jornadas seguem um percurso que começa em cada pessoa e chega ao que a organização precisa entregar.
Repertório
São meios para tornar visível aquilo que precisa ser conversado. A escolha depende do que estamos tentando compreender.

O que a pesquisa mostra
Referenciais
Winnicott, Melanie Klein, Lacan. O paradigma clínico de Manfred Kets de Vries para líderes e organizações.
William Bridges: final, zona neutra e novo começo.
Amy Edmondson e os quatro estágios de Timothy Clark. Mattering como experiência de importar.
Modelo SCARF e Brain-Based Conversation Skills®, de David Rock. Search Inside Yourself (SIYLI): atenção plena e inteligência emocional para liderar.
Big Five, DISC ADVanced Insights e VIA, sempre a serviço de uma pergunta.
LEGO® Serious Play®, Points of You®, Liberating Structures e registro visual bikablo®.
LEGO® Serious Play®
Uma tecnologia de escuta para que times digam, com peças, aquilo que ainda não conseguem dizer em palavras.
Nas empresas, com líderes e times. Nas escolas, com crianças e adolescentes. Facilitadora certificada pela Association of Master Trainers.

Por que funciona
Não existe plateia. Cada pessoa constrói e cada pessoa fala, inclusive quem costuma ficar em silêncio nas reuniões.
Construir ativa um outro tipo de pensamento. Ideias aparecem nas peças antes de chegarem às palavras.
Falar do modelo dá uma distância segura para tratar de temas difíceis: conflito, medo, poder, confiança.
As perguntas vão para a construção, o que reduz a defensividade e abre espaço para escutar de verdade.
O processo central
Um desafio claro, desenhado para o momento do grupo.
Cada pessoa constrói sua resposta em poucos minutos.
Cada um conta a história do seu modelo. O grupo escuta.
Perguntas sobre o modelo aprofundam o que apareceu.
Onde o LEGO® Serious Play® encontra o meu trabalho
Os mesmos fundamentos atravessam contextos muito diferentes. Muda a pergunta, muda a linguagem, e o que se constrói continua sendo sobre como sentimos, nos relacionamos e convivemos.
Aplicações
A ferramenta nunca vem antes da pergunta. Estas são as situações em que ela tem sido o melhor caminho.
Workshop “Ainda Há Tempo”: 4 horas, até 15 pessoas, para um time se enxergar e fazer combinados.
Workshops diagnósticos por equipe como uma das fontes do Mapa da Área.
Identidade, papel e o que cada líder precisa sustentar diante da complexidade.
Identidade individual e coletiva como base para o planejamento estratégico.
Tornar conversável o que o time evita, com a proteção da metáfora.
Nomear o que está terminando, atravessar a zona neutra e construir o novo começo.
Dinâmicas adaptadas para grupos grandes, com até cerca de 130 participantes.
Um espaço para um profissional pensar sua carreira, seu papel ou uma decisão com as mãos.
Vozes de quem construiu
Em uma escuta com 22 participantes de jornadas com LEGO® Serious Play®, quem viveu uma sequência de encontros descreveu a mudança como progressão. Um encontro pode provocar. Uma jornada pode transformar.
É impressionante como a montagem entrega aquilo que está guardado ou escondido, sem nem saber que está.
Você consegue transformar em algo visual aquilo que muitas vezes está bagunçado dentro da nossa mente.
A cada encontro, algo diferente aparecia. Me sentia num ambiente mais seguro para compartilhar.
Em imagens





LEGO® e SERIOUS PLAY® são marcas registradas do LEGO Group, que não patrocina, autoriza nem endossa este site.
Cases
Cada case parte de uma pergunta verdadeira e chega a um movimento que as pessoas sustentam.
Os cases são apresentados sem nome da organização e sem detalhes que permitam reconstruir situações confidenciais. O site fala dos fenômenos organizacionais, não das portas de entrada.
Evidências a partir de pesquisas de encerramento e de falas autorizadas pelos participantes, sempre sem identificação.
Outras travessias
Projetos apresentados sem identificação das organizações e das pessoas, como todo o meu trabalho.
Estruturação da área de Recursos Humanos e um programa de Prontidão para Liderar com mais de 10 líderes seniores: assessments, plano de sucessão, clareza de valores e o que significa liderar projetos e pessoas.
Autoconhecimento e construção de time para que as pessoas entendessem como se relacionar a partir das diferenças.
Encontros em sequência sobre protagonismo, propósito do negócio, visão de futuro e resiliência. Em uma escuta com 22 participantes, a continuidade apareceu como o que aprofundou a mudança.
Jornadas sobre confiança, segurança psicológica e voz. O que aprendemos com elas está no artigo Quando um time se adapta em silêncio.
Vozes e resultados
Mudou como nos percebemos e como podemos influenciar positivamente o outro em prol do negócio.
O programa incentivou o time a refletir sobre o impacto que geramos como líderes, não apenas nos resultados, mas também nas pessoas. Realmente somos uma única equipe.
Estou ouvindo mais e praticando a empatia. Dessa forma, o ambiente fica mais harmônico.
Melhor preparação prévia para conversas difíceis, feedbacks e elogios.
Abertura para assumir erros e usá-los como oportunidade de aprendizado, liderando com empatia e escuta ativa.
Trabalhando efetivamente como um time. Conversas objetivas e sinceras.
Nos ajudou a alinhar nossas metas de forma inovadora e a fortalecer o vínculo entre nossos líderes. Uma experiência transformadora.
Clientes
A lista de organizações não se relaciona aos cases acima. Os cases são anonimizados de propósito.
Clínica psicanalítica
Há momentos em que continuamos funcionando, trabalhando, cuidando, escolhendo e respondendo às expectativas, mas começamos a perder intimidade com aquilo que sentimos ou desejamos.
A psicanálise oferece um espaço para aproximar-se da própria experiência. Não para encontrar respostas prontas.
Mas para poder escutar aquilo que pede palavras.
Aonde as palavras não alcançam, há um monte de pedaços meus.


O espaço
O consultório na Casa Pitanga, em Vinhedo (SP). Para quem prefere, o atendimento também acontece online.
O que é psicanálise
A psicanálise é um método de escuta e de investigação da vida psíquica, criado por Sigmund Freud. Ela parte de uma ideia simples e exigente: nem tudo o que nos move é consciente.
Aquilo que se repete, que incomoda ou que ainda não conseguimos formular pode ganhar sentido quando encontra palavras e uma escuta atenta.
Na sessão, você fala do que vier, do seu jeito. O trabalho da analista é escutar as conexões, as repetições e os desejos que organizam escolhas, relações e modos de viver.
Não há promessa de cura, felicidade ou desempenho. Há a possibilidade de pensar sobre aquilo que se vive, com mais liberdade.
Relações
Aquilo que acontece nas nossas relações também conta algo sobre a relação que construímos conosco.
Clareza não significa ter todas as respostas. Às vezes, ela começa pela possibilidade de formular novas perguntas.
Na clínica, relações, escolhas, identidade, trabalho, maternidade, desejo, conflitos e transições podem encontrar espaço para serem pensados.

Como trabalho
Sobre
A engenharia me ensinou a investigar sistemas. A psicanálise me ensinou a escutar o que não é imediatamente visível.
Hoje, trabalho na intersecção entre essas duas formas de compreender o humano e as organizações.

Na minha voz
Eu me vejo como uma catalisadora de mudanças. Na química, o catalisador não força a reação nem ocupa o lugar dela. Ele diminui a energia necessária para que a transformação aconteça. É isso que procuro fazer com pessoas, times e organizações.Natália Longhi
Trajetória
Transformo relações difíceis em clareza, confiança e movimento.
Minha trajetória começou na indústria, com sistemas de gestão, melhoria contínua, indicadores e análise crítica. Depois incorporou a psicanálise, o comportamento e o desenvolvimento organizacional.
O começo de um jeito de pensar: investigar causas, olhar processos, entender sistemas.
Dow, Rhodia Solvay e CETESB. Sistemas de gestão, melhoria contínua e análise crítica da direção.
O interesse pelo que os indicadores não mostravam: as pessoas, as relações e o que acontece entre elas. A obra de Manfred Kets de Vries marcou essa passagem, e nasceu a Integrare Engenharia do Desenvolvimento Humano, semente da metodologia que uso hoje.
Formação como psicanalista clínica, com pós-graduação, e a escuta como instrumento de trabalho.
Um período vivendo nos Estados Unidos, em Michigan. Em Ann Arbor, na Michigan Ross School of Business, fiz o programa de dois dias do Search Inside Yourself, do Search Inside Yourself Leadership Institute (SIYLI), nascido no Google, que une atenção plena, inteligência emocional e liderança.
A escuta psicanalítica levada ao trabalho com líderes, times e sistemas, em organizações do Brasil e da América Latina.
Consultoria boutique em liderança, relações e transições organizacionais, e clínica psicanalítica.
Princípios
Um dado, conflito, percepção ou comportamento é um sinal a ser compreendido.
Investigar antes de confirmar uma narrativa.
Nem todo problema coletivo pertence a um indivíduo. Nem todo comportamento individual se explica apenas pelo sistema.
Não buscar culpados não significa abrir mão de accountability.
Aquilo que conseguimos nomear pode começar a ser pensado.
LEGO® Serious Play®, Big Five, Points of You® e SCARF são meios.
Um encontro pode provocar. Uma jornada pode transformar.
Investigar como engenheira, escutar como psicanalista.
Formação
Apenas o que sustenta o trabalho.
Referências que atravessam o trabalho
Idiomas
Consultoria em português, inglês e espanhol.
Com quem trabalho
Projetos maiores ou mais complexos pedem mais escuta. Nesses casos, trabalho com parceiras que compartilham o mesmo olhar e cuidado, sempre sob a mesma lógica: clareza, decisão e movimento.
Parceira estratégica e co-facilitadora
Executiva de Recursos Humanos com mais de 20 anos de experiência em organizações. Facilitadora certificada em LEGO® Serious Play®. Traz ao trabalho a leitura de quem viveu o RH por dentro.
Consultora sênior e co-facilitadora
Executiva de Recursos Humanos com mais de 25 anos de experiência em empresas dos setores industrial, de varejo e de tecnologia. Especializada em avaliar potencial de liderança, é pós-graduada em Dinâmica dos Grupos pela Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos.
Artigos
Textos sobre liderança, relações, mudança e psicanálise.
Em breve
Na imprensa
Reportagem sobre o brincar na vida adulta, com Natália Longhi como psicanalista e facilitadora de LEGO® Serious Play®.
Relações · Liderança
Por que evitamos conversas difíceis no trabalho? Porque o que está em jogo não é só o fato. É a identidade.
Você sabia que a conversa evitada não some? Ela vai morar dentro da gente.
Numa pesquisa da VitalSmarts (atual Crucial Learning) com mais de mil profissionais, 4 em cada 10 disseram passar duas semanas ou mais remoendo uma conversa que não tiveram. E, na atualização de 2021, a conversa mais evitada no trabalho passou a ser aquela em que alguém desrespeita outra pessoa.
Não me surpreende. O desrespeito fere a identidade, justamente no lugar onde todos nós queremos ser reconhecidos.

Quando morei em Michigan, nos Estados Unidos, vivenciei o programa de Liderança Mindful do Search Inside Yourself, nascido dentro do Google. O que mais ressoou em mim foi o tema das relações.
Eu sempre soube que o que torna um ambiente de trabalho positivo ou negativo é a qualidade das relações entre as pessoas. E os números confirmam: numa pesquisa com quase 1.800 profissionais, quem sente forte pertencimento teve 56% mais desempenho e 75% menos dias de afastamento por doença.
Mas, em 2015, ainda no corporativo, quando eu falava de relações positivas no trabalho, me sentia a maluca. Em Michigan entendi que não era maluquice. O próprio Google, no Projeto Aristóteles, analisou 180 times e concluiu que o que mais separava os de alta performance era a segurança psicológica: a forma como as pessoas se relacionam importa mais do que quem está no time.

Se as relações são tão impactadas pelas conversas que não acontecem, por que é tão difícil conversar? Porque não está em jogo só o fato, o dado ou a conduta técnica.
O que está em jogo é a identidade: o senso de dignidade, de admiração, de respeito, de pertencimento.
A neurociência mostrou que ser excluído ativa no cérebro as mesmas regiões da dor física. Uma conversa difícil, literalmente, dói. E a conversa que não aconteceu continua acontecendo dentro da gente, ocupando o lugar do encontro.

Quantos de nós crescemos ouvindo que entregar um bom resultado era nada mais, nada menos do que a nossa obrigação? Você percebe o impacto disso no seu trabalho hoje? Se o outro só fez a obrigação, fica muito difícil reconhecer o talento dele. A história que carregamos chega antes na conversa.
Lacan nos lembra que, quando a minha cadeia de significantes encontra a do outro, há sempre uma falta. É nesse vão que surgem os ruídos, os atritos, a ausência de sentido, a solidão e o desamparo: o desamparo de quando o outro nos devolve algo que não era o que esperávamos.
E aí mora o nosso tormento: eu preciso do outro para existir e, ao mesmo tempo, preciso me sustentar naquilo que é verdadeiro para mim.
Do Search Inside Yourself, carrego uma prática simples: lembrar que a pessoa à minha frente, assim como eu, quer ser feliz, quer se sentir apreciada, quer estar segura e pertencer.
Encontrei a mesma ideia no Center for Positive Organizations, da Universidade de Michigan: uma organização se torna positiva quando eu reconheço que o outro sente, assim como eu.

Não acredito em transformar relações para que todos gostem uns dos outros. Acredito em construir respeito mútuo entre adultos que estão ali para trabalhar juntos. E esse movimento começa de dentro para fora.
Conversas difíceis pedem que eu dê conta das minhas emoções, e não das do outro, e que eu reconheça que ele também tem uma história que começou muito antes de nós.
E você: qual é a história que conta para si antes de uma conversa difícil?
Fontes: VitalSmarts (atual Crucial Learning), Costly Conversations, 2016, e atualização de 2021 · BetterUp, The Value of Belonging at Work, 2019 · Google, Projeto Aristóteles · Eisenberger, Lieberman e Williams, Does rejection hurt? An fMRI study of social exclusion, Science, 2003.
Continue a conversa
É esse o trabalho que eu faço com líderes e times: olhar para o que se sente antes do que se fala, para que as conversas difíceis possam, enfim, acontecer.
Relações · Liderança
Comprometimento alto, entregas em dia e uma pergunta que quase ninguém faz: o que estamos deixando de dizer?

Há times que funcionam. Entregam, cumprem prazos, cuidam dos resultados. Quem olha de fora vê comprometimento, e ele de fato existe.
Mas, escutando alguns desses times de perto, aparece outra coisa. Um padrão que tenho chamado de adaptação silenciosa.
É quando a pressão chega de muitos lados (da matriz, da região, de outras áreas) e o time responde absorvendo. Ajusta, compensa, segura. Não discute o que poderia discutir. Não nomeia o que incomoda. Segue.
No curto prazo, parece maturidade. No longo prazo, cobra um preço: conversas que não acontecem, frustração que vira cansaço e uma influência que se perde, porque ninguém sabe exatamente onde está a margem real de decisão.
A neurociência social ajuda a entender. O modelo SCARF, de David Rock, mostra como nosso cérebro reage a ameaças ao status, à previsibilidade, à autonomia, ao pertencimento e ao senso de justiça. Diante delas, calar parece mais seguro do que se expor.
A psicanálise acrescenta outra camada. Adaptar-se é um recurso antigo e necessário. O problema começa quando a adaptação ocupa o lugar da voz, e o time passa a mostrar quem precisa parecer ser, em vez de quem é.
Em jornadas de letramento emocional, começo por um lugar que parece simples: nomear o que se sente. Não para transformar o trabalho em terapia, mas porque aquilo que conseguimos nomear pode começar a ser pensado.
O que ouço depois desses encontros costuma ir na mesma direção:
“Falar de sentimentos foi importante. Deu para perceber melhor a interação entre as pessoas.”
“Ficou claro como influenciar de forma intencional: parar para pensar, cuidar de como falar e saber quando é preciso mais firmeza.”
São falas de participantes, compartilhadas sem identificação.
O caminho não é ensinar um time a reclamar mais. É ajudá-lo a transformar a pressão absorvida em posicionamento: saber o que defende, quais conversas precisam acontecer e onde tem, de fato, margem para influenciar.
Para isso, duas condições caminham juntas. Segurança psicológica, para poder discordar sem medo. E mattering, a experiência de saber que a própria voz conta.
Um time que só se adapta sobrevive. Um time que encontra a própria voz se move.
O que o seu time tem tolerado em silêncio, e quanto isso está custando?
Continue a conversa
Se essa pergunta encontrou eco no seu time, podemos começar por ela.
Relações · Liderança
A parentalidade está mais perto da liderança do que parece. Em casa e no trabalho, convivemos com pessoas que achamos conhecer.

Você já teve a sensação de conhecer muito bem seus filhos, seu cônjuge ou seus colegas de trabalho?
Há algum tempo, conduzo vivências de mães e filhos justamente para falar desse encontro: o resgate entre dois conhecidos que, com o passar da vida, se tornam desconhecidos.
Um dia desses, olhando para o meu filho, o choque veio pelo tamanho das mãos dele. Mãos de um pré-adolescente. Fiquei ali olhando para o meu menino, que estava se tornando alguém com novos interesses. Mesmo sendo uma mãe muito próxima, eu me surpreendi. Ele trouxe posicionamentos, opiniões e falas que eu não imaginava ouvir.
A gente cria as pessoas na nossa mente. Quando se encontra com elas de verdade, se surpreende.
Trabalhamos anos ao lado de alguém que, muitas vezes, continua sendo um desconhecido, embora digamos que o conhecemos.
“Trabalho com fulano há tanto tempo. A gente já conversou tanto.”
Mas será que conhecemos de verdade, a ponto de gerar sinergia no time?
A parentalidade está mais próxima da liderança, e a vida em família mais próxima da gestão de equipes, do que costumamos imaginar. Qualquer relação, pessoal ou profissional, exige sustentar o encontro com um desconhecido conhecido em um ambiente de transformação.
As relações de trabalho também envolvem intimidade, no sentido de desconstruir a idealização e aceitar quem o outro realmente é. Muitos conflitos no trabalho, e boa parte da falta de segurança psicológica, surgem quando deixamos de enxergar quem está ao nosso lado e passamos a interagir apenas com a imagem que criamos dessa pessoa.
Quando criei o Crescendo Juntos com a minha parceira nesse projeto, Priscilla Kalil, sabíamos que, para trabalhar a orientação parental, precisávamos falar das pessoas que existem antes de se tornarem mães ou pais.
Nas empresas, a lógica é a mesma: antes de falar de cargo, liderança e metas, precisamos falar das pessoas.
Um time de alta performance, assim como uma família, precisa de respeito e de capacidade de convivência. E isso só se conquista quando compreendemos que o outro é uma pessoa como eu, mas diferente de mim.
Quando deixamos de lado a lógica do “diferente atrapalha”, os pré-julgamentos e a ausência de conexão, as diferenças se tornam a maior potência de um time. Não estou falando de todo mundo ser melhor amigo. Estou falando de respeito, colaboração e sinergia.
Esse é o cerne do meu trabalho, na clínica psicanalítica e no desenvolvimento organizacional.
Continue a conversa
Se você ficou curioso sobre como uma engenheira química que se tornou psicanalista trabalha a sinergia de times e a transformação de cultura a partir das relações humanas, vai ser uma alegria conversar com você.
Psicanálise · Liderança
Antes de ser o que se quer, talvez seja preciso perguntar o que é seu e o que é do outro.

O slogan da Barbie diz: “Você pode ser o que quiser.” Mas será mesmo?
Para sermos aquilo que, lá dentro, desejamos, talvez existam algumas perguntas anteriores. O que eu desejo? O que, de fato, faz sentido para mim? E quanto daquilo que sou foi construído para corresponder ao que esperavam de mim?
Como psicanalista clínica e consultora organizacional, encontro essa questão nos dois lugares.
Aprendemos a nos adaptar. Para sermos aceitos. Para termos segurança. Para pertencermos.
E precisamos nos adaptar. Viver em sociedade também significa considerar o outro, os contextos e os limites.
O problema começa quando nos adaptamos tanto que já não sabemos mais o que é nosso e o que pertence às expectativas do outro.
Winnicott nos ajuda a pensar nisso por meio das ideias de verdadeiro e falso self. Há uma adaptação necessária à vida social. Mas, quando viver passa a ser predominantemente corresponder às exigências externas, podemos nos distanciar da espontaneidade, da criatividade e da sensação de estarmos realmente vivendo a própria vida.
Por isso, saber quem somos pode ser muito mais trabalhoso do que imaginamos. E sustentar quem somos, talvez mais ainda.
Às vezes, isso significa rever idealizações, inclusive aquelas que construímos sobre nós mesmos. Perceber comportamentos que repetimos mesmo quando já nos fazem sofrer. Reconhecer nossos recursos internos, nossos limites e aquilo que ainda precisamos desenvolver.
É parte do trabalho que faço na clínica e nas organizações: ajudar pessoas a se perguntarem o que é seu e o que é do outro. Essa pergunta me parece ainda mais importante num mundo de tanta mudança e incerteza.
Talvez não consigamos prever todas as competências de que precisaremos amanhã. Mas podemos cuidar daquilo que nos mantém vivos, curiosos e capazes de aprender, criar e encontrar novas respostas.
Para Winnicott, criatividade não se restringe a produzir algo extraordinário. Ela está relacionada a uma maneira de estar no mundo em que a vida pode ser experimentada como própria.
Talvez “ser o que quiser” não comece acrescentando mais alguma coisa a nós mesmos. Talvez comece perguntando: o que eu preciso retirar para encontrar aquilo que em mim ainda pode vir a ser?
Você está ajudando as pessoas da sua equipe a acessar a própria potência, ou elas estão aprendendo quem precisam parecer ser para caber na sua liderança?
Continue a conversa
Essa pergunta atravessa o meu trabalho com líderes, times e na clínica. Se ela fez sentido para você, vamos conversar.
Contato
Podemos começar pela conversa.
Para organizações
Sua mensagem está pronta
Escolha como prefere enviar: pelo WhatsApp ou por e-mail.
Contato direto
Consultoria em português, inglês e espanhol.
Procura atendimento clínico?
Envie uma mensagem pelo WhatsApp para agendar uma primeira sessão. Atendo online e presencialmente em Vinhedo (SP), na Casa Pitanga.
Política de privacidade · LGPD
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Por quanto tempo. Pelo tempo necessário para a finalidade do contato ou para cumprir obrigações legais.
Seus direitos. Você pode solicitar a qualquer momento a confirmação, o acesso, a correção ou a exclusão dos seus dados, escrevendo para o e-mail de contato.